Itália – O café chega na terra do espresso
A história do café na Itália remonta a 1570, quando o botânico paduano Prospero Alpino levou alguns sacos comprados do Império Otomano para a região de Veneza. Naquela época, o café era uma bebida exótica, assim como outras substâncias raras como açúcar, cacau e chá. Por consequência, era medicamento caro, usado apenas pelas classes altas e assim permaneceu por décadas.
A igreja e o café
O Papa Clemente VIII teria provado a bebida a pedido de seus sacerdotes, que queriam que ele a proibisse, pois era uma bebida de origem islâmica e possuía a cor preta. Mas ele teria exclamado: “Ora, esta bebida de Satanás é tão deliciosa que seria uma pena deixar os infiéis ter uso exclusivo dela. Vamos enganar Satanás batizando-a e tornando-a uma verdadeira bebida cristã”.
Antes de acreditar nessa lenda, é preciso lembrar que os comerciantes de Veneza, assim como de outras cidades mercantis da Península Itálica, se beneficiaram muito do comércio com o Oriente. Estas regiões enriqueceram com o desenvolvimento do comércio no Mar Mediterrâneo, dando origem a uma rica burguesia mercantil. Essa burguesia possuía muita influência, inclusive sobre a Igreja.
Com o passar dos anos, a oferta de café aumentou e os preços baixaram, assim os comerciantes venezianos começaram a importar café em grandes quantidades da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Cerca de um século após o café entrar pela primeira vez em solo veneziano, a bebida era vendida nas ruas italianas por aquacedratajos (vendedores de limonada), que também vendiam chocolate e licor.
Café na Itália e as primeiras cafeterias
Não demorou muito até as primeiras cafeterias começarem a surgir. A primeira cafeteria de Veneza foi inaugurada em 1683 e batizada com o nome da bebida que servia (Caffè). Em pouco tempo, o número de cafeterias aumentou tanto que, em 1763 haviam 218 só em Veneza.
Em 29 de dezembro de 1720, na praça São Marco, o Caffè Florian inciou suas atividades. É o café mais antigo em funcionamento na Itália e um dos mais antigos em funcionamento do mundo. Só para ilustrar, por lá já passaram Lord Byron, Ugo Foscolo, Charles Dickens, Goethe, Ernest Hemingway e Jean-Jacques Rousseau.
De Veneza, por fim o café se espalhou por toda a península Itálica. Caiu no gosto dos italianos e preparou o terreno para sua futura marca registrada: a máquina de café espresso. Patenteada em 1884 e produzida em larga escala a partir de 1904.
Por falar em Itália, conheça o Café Campeiro Intenso, nossa torra inspirada no perfil de torra favorito dos italianos!
Aproveite também para conhecer mais sobre o percurso do café no mundo: acesse aqui o sétimo post da série Café no Mundo e descubra como o café fechou as tavernas e abriu cafeterias na Inglaterra!
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